Projeto com subsídio da Fundação Rotária dá apoio a alunos de escolas públicas, que visam entrar na faculdade
“Passei na UNESP, no curso de Farmácia-Bioquímica, e quero agradecer demais ao Rotary e aos professores que tornaram esse sonho real. Continuem espalhando conhecimento por aí que vão fazer muitas pessoas felizes, assim como me fizeram. Obrigada de coração!”
Com essa mensagem de alegria, a jovem estudante Bárbara Sarzi fez seu agradecimento aos organizadores do Projeto Aprender. Ela foi aluna no projeto, idealizado pelo Rotaract Club de São Carlos-Bandeirantes, com apoio do Rotary Club, que recebeu o subsídio distrital da Fundação Rotária, em 2021.
O Projeto Aprender nasceu por intermédio do Rotaract Club, a partir de uma ação que organizada entre 2012 e 2013, como preparatório para as Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Desde então, o projeto veio se aperfeiçoando e se tornou um curso pré-vestibular, contando com a parceria da USP. Para que o curso fosse reconhecido como um projeto de extensão universitária e que pudesse ser realizado nas dependências da universidade, mais especificamente no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), local das reuniões do Rotaract Club O clube sempre teve seus membros envolvidos com o Projeto Aprender, mantendo-o ativo, principalmente na etapa de seleção de professores voluntários e alunos.
“Atualmente, o Projeto Aprender funciona como um cursinho público, fornecendo aulas gratuitas do ensino médio, com foco em permitir que adolescentes e alunos possam participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou capacitá-los aos processos seletivos para ingressar em uma faculdade brasileira, por intermédio dos vários vestibulares do Estado de São Paulo”, explica o rotariano Marcelo Petrucell, coordenador do Projeto Aprender.
Desde julho de 2000, em função da pandemia com os protocolos da saúde contra a covid-19, as aulas preparatórias acontecem de forma virtual. Atualmente, o projeto conta com importantes apoios e envolvimentos do Rotary Club, do Rotaract Club de São Carlos-Bandeirantes e também do ICMC da USP de São Carlos. No total, são aproximadamente 40 voluntários, entre professores e coordenadores no projeto.
Neste trabalho, é feita a entrega das apostilas de estudos para os alunos, mesmo durante a pandemia, para que possam ter um suporte no conteúdo. As apostilas são gratuitas, distribuídas pela UNESP. Para as vagas, os alunos são selecionados por faixas etária, entre 16 e 21 anos, com preferência para estudantes no 2º ou 3º ano do ensino médio. Ao final do ano, as apostilas são devolvidas pelos alunos para serem utilizadas novamente por novos estudantes no ano seguinte.
Agora, a Bárbara conta um pouco de como foi participar do Projeto Aprender:
“Soube do curso pelo meu namorado, Luan, que já tinha participado do cursinho do Projeto Aprender, e conseguiu pelo Enem uma bolsa de 100% na UNIP. Com essa motivação, participei logo depois do segundo ano do ensino médio, pois queria ingressar na UNESP, em Farmácia-Bioquímica, logo depois do terceiro ano, e como meu namorado obteve ótimos resultados pelo projeto, me inscrevi. No início, o curso era presencial, era muito gostoso e tudo bem elaborado e organizado, já que no primeiro mês os focos eram apenas matemática e língua portuguesa, as matérias básicas. Aprendi muito nesse primeiro mês, em fevereiro de 2020, que serviu de base para meus estudos, pois no ensino da escola pública não tive esse conhecimento. No mês seguinte, em março, veio a pandemia e a quarentena nas atividades presenciais, com isso, não pude continuar com meus planos de estudo, abandonei o cursinho mas prestei o Enem e o vestibular da UNESP mesmo assim, mas como resultado, não passei.
Em 2021, retornei novamente ao cursinho, que era então 100% on-line, e foi perfeito porque mesmo se eu não pudesse participar da aula, ou se tivesse dúvidas, era possível assistir todas as aulas novamente, que ficavam gravadas no drive, e isso me ajudou muito. Os professores se empenhavam em fazer listas de exercícios de vestibulares, principalmente de matemática, o formato das aulas foi o que me ajudou nas matérias e aprofundar mais ainda meus estudos. Todos pudemos ainda contar com as monitorias para esclarecer as dúvidas, e nas aulas os professores sempre perguntavam se estava tudo bem para prosseguirem. Foi um tempo muito bom para obter uma responsabilidade e comprometimento que na escola não tinha, pois quem tinha que assistir as aulas, fazer as listas e treinar bastante era por minha própria conta, não valia nota ou pontos, então era para o meu conhecimento. Os professores do curso me fizeram compreender que o conhecimento muda a nossa vida e muda o jeito que vemos o mundo, então amadureci bastante nesse sentido.
Todas as aulas, que por sinal eram muito bem explicadas, as listas de exercícios e a disponibilidade dos professores em ajudar, me fizeram ingressar na universidade dos meus sonhos, sem contar que a coordenação sempre tinha ideias para aulas extras, como aulas conjuntas de matérias diferentes, relacionando-as. Os professores tinham muita vontade de ensinar e espalhar o conhecimento, e isso era o que mais me motivava.
Eu recomendo demais o curso do Projeto Aprender para aqueles que necessitam deste apoio de estudos, sem sombra de dúvidas. Posso dizer que sou prova do resultado deste projeto. Muitos amigos ficam surpresos quando comento que fiz um cursinho popular na USP e entrei na UNESP, porque acham que fiz um cursinho pago. Garanto que esse projeto tem um potencial equivalente ou superior a outros cursos, e o melhor, de forma 100% gratuita.”
Saiba mais:
Para mais informações sobre o Projeto Aprender, acesse o site, clique aqui, ou fale com o Rotary Club de São Carlos-Bandeirantes, pelo e-mail: [email protected], ou com o coordenador do projeto, Marcelo Petrucell, pelo (16) 98165-5099.






